Aproveitamentos
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Aproveitamentos

Aproveitamentos Hidroagricolas

 

A ARBCAS tem a seu cargo a exploração e conservação de quatro aproveitamentos hidroagrícolas, os quais beneficiam uma área de cerca de 6.063ha 

    • Aproveitamento Hidroagrícola de Campilhas
    • Aproveitamento Hidroagrícola da Fonte Serne
    • Aproveitamento Hidroagrícola do Alto Sado
    • Aproveitamento Hidroagrícola de Migueis e Monte Gato

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Os Aproveitamentos Hidroagrícolas geridos por esta Associação situam-se no Baixo Alentejo, ao longo dos vales das Ribeiras de Campilhas, S.Domingos e Vale Diogo, e nas margens do Rio Sado para montante da sua confluência com a Ribeira do Roxo. A área beneficiada distribui-se pelo concelho de Santiago do Cacém, do distrito de Setúbal e, pelos concelhos de Odemira e Ourique, do distrito de Beja.

 

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A área beneficiada encontra-se localizada nas folhas 518, 527, 528, 536, 537, 538, 546 e 547 na escala 1/25.000 da Carta de Portugal. 

 

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A estes aproveitamentos hidroagrícolas estão associadas cinco barragens, as quais têm as seguintes capacidades de armazenamento: 

  

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As albufeiras geridas pela ARBCAS permitem armazenar 136,40 milhões de metros cúbicos, dos quais 128,73 milhões poderão ser utilizados. Estas albufeiras, para além de servirem a agricultura através da rega, também fornecem água para a indústria e para abastecimento de água potável ás populações. 

 

Tipo de Rede de rega

Rega por gravidade com controle por montante, constituído maioritariamente por um sistema misto de canais a “ceu aberto” com secção trapeizoidal e retangular, associado a redes secundárias de rega subterrâneas ou regadeiras superficiais 

 

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O sistema de distribuição de água, por gravidade, é constituído por canais trapezoidais, em betão, pontes canais trapezoidais e retangulares e sifões. O controle dos níveis de água e todo o sistema de medição e controle é baseado no sistema Neyrpic. 

 

Solos e Aptidão ao Regadio

Na área regada predominam os aluviossolos modernos não calcários de textura mediana, seguindo-se-lhes os solos litólicos não húmicos de materiais arenáceos pouco consolidados. Os solos que constituem o aproveitamento de Campilhas e S. Domingos são sobretudo aluviões fluviáveis, com a sua origem em Pliocénios e Miocénios, provenientes dos arrastamentos das encostas que marginam os seus vales. A sua textura é predominantemente argilo/arenosa. No aproveitamento do Alto Sado os solos são, sobretudo, de formação aluvional e coluvional, assentes sobre depósitos grosseiros. Cerca de 1/3 dos solos apresentam boa profundidade, textura franco- argilosa e franco-arenosa, com boa estrutura e boas condições de enxugo. Na restante área predominam as texturas franco-arenosas a arenosas, medianamente estruturados e com algumas limitações ao regadio. Os solos beneficiados pelo aproveitamento da Fonte de Serne são na sua quase totalidade aluviões de textura arenosa a franco- arenosa, com declives suaves. No aproveitamento de Monte Gato e Miguéis predominam os aluviossolos (43%) e os solos mediterrâneos de rãna (35%). De um modo geral são pouco profundos e possuem má drenagem. Atendendo ás múltiplas características dos solos de cada aproveitamento, foram classificados quanto à sua aptidão ao regadio, sendo a sua repartição apresentada no quadro seguinte. 

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Número de Beneficiários (proprietários e rendeiros): 400

Principais culturas praticadas nos aproveitamentos: Arroz, Milho, Olival, Tomate, Girassol; Prados, Hortícolas... 

 

Por Resolução do Concelho de Ministros nº 21/2014 de 05/03/2014 (Diário da República I Série, nº 53 de 17/03/2014) o Aproveitamento Hidroagricola de Campilhas e Alto Sado foi classificado como obra de interesse regional do grupo II